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Banco Mundial Declara Moçambique como um País frágil

Postado por: Admin Banco Mundial Declara Moçambique como um País frágil

Oct 23, 2017

O Banco Mundial declarou, mês passado, através de um relatório chamado Política Nacional e Avaliação Institucional  de África que Moçambique era um País frágil. Para Moçambique este declinio reflecte a crise económica que se fez sentir após a descoberta das dívidas ocultas em 2016 onde o País foi considerado como a maior queda na gestão económia e que está agora na mesma categoria que Serra Leoa e Malawi.

Como consequência da falta de transparência na auditoria sobre o uso do dinheiro da dívida secreta de cerca de 2 biliões de dólares o FMI deixou claro que não haverá chance de discutir um novo programa até que Moçambique faculte mais informações sobre este assunto. Gerry Rice, porta-voz do FMI, disse que acredita ser fundamental o fornecimento desta informação assim como tapar as lacunas críticas de forma a que se garanta transparência e responsabilidade.

O Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, também expressou as suas constatações durante a cerimónia de reflexão dos seus primeiros 100 dias no comando da CTA.

 Agostinho Vuma criticou o Banco de Moçambique e o Estado, segundo ele a reconstituição das reservas está a ser feita às custas de injecções de moeda doméstica no mercado pelo Banco  e que devido ao objectivo de inflação este tem que esterilizar os efeitos dessa compra emitindo assim bilhetes de tesouro para absorver esses meticas. O resultado disto é que a taxa dos bilhetes de tesouro acaba por não permitir um recuo mais célere do nível de taxa de juros no mercado.

Quanto ao Estado Vuma disse, “Em momentos difíceis, os governos são forcados a encontrar fontes alternativas de receitas para o Estado. 

Esta busca pode consubstanciar-se num aumento de pressão sobre a base tributaria. Para o caso de Moçambique, vive-se o mesmo, havendo busca incessante de mais receita no sector privado. Entretanto, esta busca não está sendo na perspectiva de aumento da base tributária, mas sim na pressão da mesma já, de per si, limitada e condicionada”.

Altas taxas de juro nos bancos e aumentos da pressão sobre os impostos pelo Governo são encaradas como os principais obstáculos enfrentados pelos empresários nacionais nos ultimos três meses.